com a professora Margarida Marreiros

Na Escola de Música muita é a música, mas também a azáfama e uma série de outros intervenientes: alunos, professores, funcionários, Encarregados de Educação, o senhor da manutenção da máquina de vending, partituras, fotocópias, pedidos e respostas, piano a transportar, estantes a contar...

Como numa peça em cena, muitas são as entradas e saídas, umas mais rápidas, como a do carteiro, outras mais demoradas como a da D. Zezinha ou do aluno que naquele dia teve aula de instrumento, orquestra e, ainda decidiu ficar-se a estudar o seu instrumento, mais um pouco, numa sala que estava disponível.

Algumas personagens são principais, outras mais secundárias, algumas com grandes monólogos, outras com diálogos animados, mas todas essenciais para que o dia-a-dia na nossa escola decorra da melhor forma possível. No meu caso, apesar de, por vezes aparecer em palco (dando aulas de classe de conjunto), o meu trabalho é, na maioria das vezes realizado nos bastidores, no gabinete da Direção Pedagógica, numa máquina que auxilia, mas que também cria barreiras. O meu papel vai alternando entre encenadora e assistente de cena, consoante o dia (ou hora) e a peça que se prepara a estreia.

Neste grande organismo vivo, nesta comunidade escolar que tanto preza a música, todos desempenhamos o nosso papel essencial. De modo visível (ou menos visível), somos a Escola de Música do Centro de Cultura Pedro Álvares Cabral, em cena, na próxima atividade mais próxima de si.

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